Online: ,
No total de: 
Part. 2
Tudo nele é um convite para o encantamento total. Voz. Simpatia. Sorriso. O som da risada dele soa como música para os meus ouvidos. Ele tem um abraço, que nossa. É cuidadoso até na hora de abraçar. Fofo. Não, fofo é marca de amaciante. Ele tá mais pra anjo. Alguém que existe para trazer alegria aos outros. Humilde na medida certa. Tenta fazer graça com coisas que não são engraçadas, mas gosto desse jeito único que ele tem.
Tudo certo. Tudo pronto. Frio. Vento. Sol. Nada que uma blusa e um toque de determinação não resolvam. Não é querendo dizer que o nervosismo não me acompanhou, mas eu estava um pouco mais segura de mim mesma dessa vez. Talvez fosse pelo fato de não estar sozinha, por poder compartilhar a minha felicidade ao te ver com duas pessoas muito importantes pra mim. Ou melhor, por saber que te veria logo.
“Saudades? Mas você o viu não faz nem duas semanas.” “Duas semanas pra você, pra mim pareciam uns dois anos.”
Cheguei. Esperei. Entrei. Sentei. Nervosa? Eu? Que isso. “Bia é o Mateus”. Logo te avisto. Vejo o teu sorriso a me ver ali a te esperar. Levantei. De repente não sentia minhas pernas, elas me levavam a você como se fossem imãs. Abraço. Conversas. Sorrisos. Sempre tão delicado, educado, centrado. Ele parecia nervoso, afinal era o seu primeiro programa. Eu, orgulhosa por poder estar com ele nesse dia tão especial.
Peguei-me sem assunto, não sabia o que dizer. Um misto de sensações que só ele me faz sentir. (Tudo poderia estar cronometrado corretamente em minha cabeça, bastava um reflexo dele para me perder completamente em meus pensamentos). O primeiro momento tinha me deixado com dúvidas. Sentei. Esperei. Fomos para o estúdio. Ele no camarim a uns dois metros de mim. O olhava, ele me olhava.
“Bia, ele tá te olhando.” “Mas, ele te olha de um jeito diferente.”
Levantei. Não conseguia mais esperar. Ele veio até mim. Conversamos. “Tá demorando, né?” “Muito, tenho faculdade daqui a pouco.” “Poxa, e agora? Vou tentar apressar um pouco as coisas.” Ele parecia realmente preocupado. “Relaxa, é a 1º semana.” “Mas, eu não quero te prejudicar.”
Pode parecer besteira, pouca coisa pra alguns. Mas, pra mim era a dose certa de Mateus Alves que o meu coração precisava, ou a dose certa de “cuidados” que eu tanto esperava.
“Só vai ter eu na hora da minha gravação” “Eu vou ficar até o final.” “Sério? – sorrindo e pegando na minha mão –“ “Já que é pra ferrar, vamos ferrar direito”. RS. Não acreditei no que eu tinha acabado de dizer.
Tudo naquele dia fluía tão rapidamente que em momentos me pegava pensando em como seria ruim dizer “adeus” novamente. Esquece, esquece, esquece. ‘Ele está aqui não está?’ repetia isso constantemente para mim mesma. Aproveite. E foi o que eu fiz. Aproveitei cada minuto que eu pude ter ao seu lado. Cada segundo que você me olhava eu tinha certeza de que era a escolha certa. Teria sim alguns problemas após, mas eu procurava pensar apenas naquele momento mágico ao lado de quem eu “tanto adoro”.
Quase todos já haviam ido embora. Restavam apenas alguns. Cansados. Abatidos. Eu estava feliz e ele, me parecia um tanto cansado, mas ansioso. Tentava não transparecer. Mas, estava. “Entra, senta aqui”. Lá estava ele, cantarolando. Adoro. Algumas dele, outras de quem ele admirava. “Toca!” “O que?” “Restart.” Risos.
As imitações baratas do ‘Pe Lanza’ são idênticas. Todos riam. Eu tentava não rir. “Para” “Parei.” Minha vontade era de apertas as bochechas dele, de tão fofo. “A onde quer que eu vá, te levo comigo.” Nesse momento, ele não tentou imitar ninguém, apenas cantando com a linda voz que só ele tem. Conversas. Músicas inacabadas.
“Sábado foi meu aniversário, fiquei esperando seus parabéns.” “Eu não sabia, vem aqui vem… Me dá um abraço! Bem melhor do que pela internet né?” “Uhum.” Mais músicas, mais sorrisos. Já disse o quanto ele é talentoso com o violão? Sim? Sempre? Foi o que eu pensei.
Hora de se preparar. Ele no palco. Testando violão, voz. Como o admiro. Como acho esse dom que ele tem único. Sou só eu que enxergo essa luz? Esse brilho próprio dele… Tão dele, que não imagino alguém que possa comparar. “Ele é raro”.
Um pouco mais de espera. Mas, pra quem já esperou mais de seis horas, alguns minutos seria bobagem. “Saindo de lá vou falar: Um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pro meu cachorro e… pra Bia, @DearBeatriz..” (Cara de Mateus).
Chegou a hora. “Boa Sorte”. Ele já estava atrás do palco. Ansiedade. Foi à gravação mais longa. De repente “Com vocês, Mateus Alves…” Gritos. Gritos. Sorrisos. Felicidade. Orgulho. Homem de poucas palavras, realmente. Vou cantar te trouxe essa canção. Cantei com todas as forças que havia em mim, pelo menos as que restavam. Emocionei-me. Errei a letra. Eu estava tão feliz por ele, por estar com ele.
Não era impressão, é fato. Ele cantou a música inteira olhando pra mim. Confesso que pela primeira vez não senti vergonha. Senti uma coisa de “nossa, eu devo ter alguma importância.” Sorrisos. Felicidade. De repente em um piscar de olhos, somos chamadas para ir ao palco da um beijo nele.
Vergonha? Muita. Orgulho? Muito mais.
Saindo. “E ai gostou?” “… – sorrindo-“ “êê, e ai gostaram da apresentação?” “foi maravilhosa!” Abraço. “Eu vi você errando…” “…” Espanto. “A onde eu errei mesmo?” Ele respondeu no mesmo segundo: “se o meu erro é te PERDER”. “Verdade”. Envergonhada.
“Vamos embora?” Tá as palavras que eu não queria ouvir. Mudei minha expressão rapidamente. Ele tirando foto com as outras fãs, percebendo – me um pouco triste. Fui indo a caminho do elevador. Ele: “espera”. Já dentro do elevador eu estava calada. Cabisbaixa. Ele sorrindo. Afinal, tinha sido curta mais uma apresentação impecável. A não ser o excesso de “sei lá” que só ele tem.
Abraços apertados. A foto tão esperada. Sabe aquela que ele abraça, tão forte que se você pudesse ficaria lá, horas e horas? E até dias. Abraços. “Não fica triste. Logo eu volto, pra fazer show.” Não conseguia falar. Abraços. Abraços. (Não vou chorar). Carinho na bochecha. Beijo. “Te adoro” … “Também”.
De mãos dadas esticadas até a distância as soltarem.
De: B.
Para: M.