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"E ela disse: “Punha um pouco mais de açúcar.” Com a esperança de conseguir adoçar o amargo que ficou, depois que ele se foi." Beatriz Manfredini

Não é questão de me importar com as pessoas cuidando da minha vida e julgando ela sempre sem pensar nas conseqüências, ou sei lá, o modo hipócrita e desleal de SEMPRE me colocarem em suas histórias. E eu tento, arrisco, procuro por fatos que me façam entender o porquê de eu me importar tanto com o que você pensa.

E você, que nunca me deu ouvidos, está aqui agora lendo esse meu desabafo…

Digo desabafo porque eu, como você e como o tal Pe Lanza, também tem motivos para explodir. Isso me faz lembrar aquela história: Errando e tropeçando, mas sempre aprendendo. Mas sempre existem os “coitadinhos”.

Tentando parecer o mocinho do conto de fadas, mal sabem eles que conto de fadas não existe…

E em momentos de fúria (como este que vivencio no momento) em que eu sinto vontade e digo mais, necessidade de colocar tudo pra fora. Sem me preocupar com ponto, vírgula ou qualquer erro gramatical que o Word insiste em querer corrigir. Estou aqui, escrevendo… Explodindo com elegância, sem precisar perder a linha, a postura ou a educação que minha mãe me deu maravilhosamente bem.

Confesso que muitas vezes pensei em desistir, pensei em jogar tudo pro alto e ir pro “Canadá”, pensando que ironia seria se alguém se importasse comigo tanto quanto se incomodam por eu gostar de Big Brother Brasil. Sei lá, por um momento queria que as pessoas parassem de cuidar de mim, queria me sentir adulta por um instante, porque na real, a controladora da história sou eu.  Quem tem que se emancipar aqui sou eu.

E continuo a dizer…

Desavenças boas ou ruins, de proporções grandes ou pequenas. Não importa! Estou sempre em busca de querer mostrar o meu melhor, na busca de me encontrar e conseguir me agradar com a minha própria imagem. É mole? Procuro me surpreender comigo mesma. Na tentativa de me agradar, pra poder então te agradar.

(Culpa de quem? Culpa minha, culpa desse meu jeito covarde de querer acertar tudo e culpa minha de novo por querer ser boa em tudo.)

Culpa, Culpa, Culpa…

Culpa por querer ser perfeitinha.

É, justo eu! Controladora que sou, seja de sentimentos – por conseguir demonstrar apenas quando quero que saibam da existência deles, ou controladora no sentindo de querer que tudo seja do meu jeito. Com vontade de controlar todos os meus eu, de querer ordenar todos os meus desejos e anseios.

Controlar, controlar, controlar.

Que coisa não? Com sede de dominar, chega a parecer pecado querer criar uma listinha pra tudo. Com uma certa organização que nunca foi bem a minha praia.

Como diz minha mãe: Beatriz é uma desorganização quando o assunto é o seu guarda-roupa.

Concordo em partes, porque além do meu guarda-roupa, sempre desarrumado a minha vida também não é lá grande coisa. Pois é, meus caros, a minha vida não é perfeitinha. Não é, e acho que nunca será.

Mas aí, eu paro e penso em tudo e todos. Penso nas pessoas que convivem comigo e como cada uma delas tem um toque todo especial no que eu sou hoje. Como sem perceber me ajudam a arrumar “essa bagunça” que é a vida da Beatriz. Seja cuidando, mimando ou até mesmo brigando. Como se cada um de vocês completassem o meu escudo contra o mal. Feito ficção, a onde cada um fosse peça chave no meu filme.

Termino esse texto sem um final, porque é isso que eu quero. Quero poder vir aqui e contar muitas histórias, contar os meus medos e vícios. Quero que o tempo passe, mas as minhas besteirinhas continuem.

Beijo.
Beatriz Manfredini.

26-01 2012 / 6:12pm / Reblog This!
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