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No total de: Todos fazem seus votos pro ano que logo se aproxima, pedindo paz, amor, saúde, amor, amor, amor…
Pedir amor soa tão clichê que as pessoas acabam esquecendo-se do frio na barriga, daquela coisa gostosa que é quando conhecemos alguém especial. Primeiro encontro, borboletas no estômago, primeiro beijo. Tudo que é novo em nossas vidas tem um gostinho diferente de quero mais. Mas ai, penso em como as pessoas planejam o amor e como elas fazem o encanto desse sentimento tão belo se tornar algo escuro e feio com as suas ansiedades, criticas e desconfianças.
Não é que eu seja perfeita, me coloco como exemplo. Planejo tudo com tanta antecedência, com tantos detalhes que na hora acabo me decepcionando por não ser como o planejando. Planejado? Amor deveria ser algo sem regras, só amar e amar. Sem ponto, vírgulas ou ciúmes. Amor deveria ser um pouco como nos filmes, com jeito espontâneo de conquistar e com maneiras doces de acordar depois de uma linda noite.
Falo que deveria ser espontâneo e cá estou eu, falando como ele deveria ser.
Mas espera? O que é um relacionamento sem alguém controlador, me diz? Controlar faz parte, precisamos de limites, até no amor.
Sim, ele pode ser espontâneo e controlado ao mesmo tempo, espontâneo assim como você que gosta de uma diversão e bebedeiras nos botecos e controladas como eu, gosto de diversão com você e bebedeiras nos botecos só até as 23h.
Sabe fico nessa de pensar que o amor não chega quando queremos e sim quando precisamos.
E sabe? Mais um. Parei de fazer contagem regressiva, parei de esperar o meu príncipe encantado ou o meu vampiro sarado.
Estou em busca de algo novo, amor? Amor.
Estou em busca de saciar os meus desejos e sonhos.
E pra 2012, o que eu desejo?
Desejo tudo o que 2011 me tirou, desejo estar com quem eu amo, desejo amar… Amar o boteco, amar a diversão, amar você, vocês e vocês todos.
Menos ódio e mais amor.
Menos inveja e mais verdade.
Menos trapaças e mais “eu te ajudo”.
O que eu espero pra 2012? Você acha mesmo que se eu soubesse estaria aqui escrevendo sobre amor?
Ah, talvez eu queira um amor.
Beatriz (confusa) Manfredini.