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"E ela disse: “Punha um pouco mais de açúcar.” Com a esperança de conseguir adoçar o amargo que ficou, depois que ele se foi." Beatriz Manfredini


Sempre tive vontade de escrever aquelas cartas quilométricas pra você. Mas nunca fui muito paciente tão pouco criativa para conseguir colocar tudo o que eu sinto em um pedaço de papel. Pedação. Na verdade o que eu queria na real era escrever sobre os seus pequenos detalhes. Detalhes aqueles que te fazem único. Aquele que só quem admira de verdade percebe. E que consegue amar cada contorno dos olhos, sobrancelhas, boca, queixo, cabelo, perna, braço, mancha de nascença sem imaginar algo mais belo do que um sorriso sincero. Queria escrever sem perceber, sem precisar me preocupar com o certo ou errado, pensando apenas em tentar explicar o quanto eu não existo longe de você. Paro e penso em colocar tudo isso no papel e logo não consigo. Sofri um bloqueio todas as vezes que tentei lhe escrever cartas – tentativas frustradas. Ou talvez seja a sua complexidade, já que você é um poço de qualidades. É perfeito – risada de quem não o conhece como eu. É perfeito sim, sem defeitos aos meus olhos. Tem o quê pra me tirar do sério e um maior ainda pra fazer ciúmes. Mas que se tornam perfeitos porque de um jeito meio torto, eu vejo que você se importa.

Ai eu penso em tudo o que já passei para estar perto de você, logo penso em tudo o que vivi ao seu lado e todos os tropeços, obstáculos e dias ruins que tive para conseguir um abraço. Pode parecer besteira, mas não é. É uma relação de sentimentos dentro do meu ser que me levam mesmo que involuntariamente a pensar em você, pensar se está bem. Querer cuidar e ser cuidada. É pensar em todos os momentos lindos, carinhosos que eu tive e esquecer aqueles em que por algum problema não saíram como o planejado – como egocêntrica que sou, gosto de tudo do meu jeito.

Ai eu penso mais afundo, pra que escrever cartas quilométricas se eu tenho algo ainda mais valioso? Eu tenho aquele cantinho, esse cantinho que é tão importante pra ambos. Tenho-o a mais de dois anos e… Como é bom parar e ler cada detalhe, perceber que juntando cada fração de segundos ao seu lado consegui mesmo que sem perceber fazer essa carta quilométrica que eu tanto queria, consegui construir uma história. História aquela que quero viver por um bom tempo.

Então, fecho esse meu texto lhe fazendo um pedido: Continue sempre ao meu lado, porque eu quero escrever muitas e muitas outras cartas para você.

Com amor, Bia ou Bela.
Como você preferir. 


27-12 2011 / 2:09pm / Reblog This! / (3) Notes
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  2. dearbia posted this
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