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"E ela disse: “Punha um pouco mais de açúcar.” Com a esperança de conseguir adoçar o amargo que ficou, depois que ele se foi." Beatriz Manfredini

Tenho sentido sua falta nesses últimos dias. Mas, sem aquela coisa dolorosa e por incrível que pareça pela primeira vez em muito tempo me peguei sorrindo quando a saudade começou a me açoitar hoje logo pela manhã. Durante muito tempo me perdia em lágrimas esperando, mesmo que levianamente a sua volta, mas hoje eu percebi que tudo tem seus dois lados e que por mais que você demore a voltar eu ficarei aqui - sem criar expectativas - lembrando dos momentos que você me fez parar e pensar nas conseqüências quando a minha única vontade era de dizer, lê-se gritar para o mundo o quanto eu não agüentava mais tanta futilidade. Lembro e sorrio dos momentos meus e seus, daqueles íntimos que ficavam engraçados quando você sem mais nem menos, beijava a minha nuca mesmo sabendo que eu morro de cócegas. Do seu toque um tanto macho de se dizer, não era nem um pouco delicado pelo contrário, tinha um quê de macheza misturado com um toque de sensatez. Que por sinal, ficavam adoráveis com o seu cabelo bagunçado e aquela regata que você insistia em dizer que era da sorte. Lembro-me como se fosse ontem, dos nossos ataques de risos no cinema, teatro, consultório ou em qualquer outro lugar em que o silêncio era imprescindível. Riamos, riamos, até chorar. Bastava um surto de maturidade e o sossego voltava. Todas essas lembranças, todos esses sorrisos, abraços apertados e beijos estalados foram os melhores momentos da minha vida. Fizeram-me dar a valor aquilo que até então eu achava insignificante, o afeto. Fez-me ver que não importa a distância quando o carinho é grande.

E que o ciúme é inevitável, mas que as suas ligações na madrugada com um tom de “bebi só uma cerveja mor” logo depois da balada, era a dose certa de você que eu precisava. Afinal, não existe mal algum em se divertir, em se entregar pra vida. Lembro quando antes de eu falar “to feia” você vinha com seu sorriso de canto e dizia “você brilha pequena”. Aprendi muitas coisas com você e uma delas é essa de me preocupar um pouquinho mais comigo mesma, de cuidar de mim, de me arrumar pra mim, de me sentir bem e conseqüentemente demonstrar isso para os outros. Só queria te dizer que te carrego comigo e sempre vai ser assim. Que quando você sorri ai eu sorrio aqui.

 “Eu me lembro de você e nunca vou te esquecer”.
Beijos da Beatriz (que te ama) Manfredini.

14-10 2011 / 11:25pm / Reblog This!
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