E aí você ama incondicionalmente um cara que se preocupa mais com o seu super ego do que com os próprios sentimentos. Mas foda-se, né? De que vale um grande amor se, na sociedade em que vivemos, o que realmente importa é o que demostramos ser e não o que somos de verdade.

Sobre o silêncio

Chega a ser agonizante essa falta de você. Falta de notícia, falta de nós. Mas eu não me curvo. Pelo contrário, empino o nariz e não deixo sequer escorrer uma misera lágrima. Deixo, apenas, o meu orgulho de lado para lhe escrever este texto – como se os outros tantos não fossem, em parte, dedicados a você. Não penso mais em te reconquistar e aos poucos os meus devaneios se tornam incomuns e a minha vida volta a me pertencer. Porém,  hoje acordei com aquela vontade de te ligar e marcar aquele rolêzinho de sempre: você falando mal do trabalho, eu comentando sobre as novidades do meu. Você rindo, rindo a cada segundo pra mim, comigo. E eu sorrindo ao contemplar os teus traços que defini como meus. Momentos que não sei como apagar da minha memória. Chega a ser irritante te ver em tudo. Chega a ser revoltante essa necessidade de te ter. E quando a calmaria me invade, você reaparece, cheio de si, cheio de desejos escondidos. Com daquele “a gente da um jeito”. E por segundos acredito. Mas, ouça, dessa vez vai ser diferente. Nós estamos diferentes. Então, não me venha com meio-termo, muito menos com Domingos nublados. Eu quero calor de 40º graus. Sorrisos debochados. Carnaval. Quero festa no meu apê… com você .

B.

January 30th, 2013.

Quem sabe, Zé, a gente não se encontre por aí…

Entendi, por hora, que as coisas feitas em momentos de amor, jamais devem ser consideradas inúteis. Aprendi, caindo, que nada é mais bonito e satisfatório do que um momento bem vivido.

Foi ontem ou talvez nem tenha existido. Eu o deixei. Mas o deixei de uma forma diferente, com um toque doce. O domínio do meu corpo voltou para mim, assim como os meus pensamentos. Como se todos os meus desejos e vontades que sumiam em meio às palavras ditas sem certeza, voltassem para onde jamais deveriam ter saído. Deixei a emoção falar mais alto, deixei a minha teimosia me levar pra longe do meu controle. Mas fui, heroicamente e lutei até o fim… por você.

Mas sabe, Zé, até um rei cansa, e eu cansei.  E quando olho para trás, sinto um gostinho de quero mais… Quero-me mais. Você me tirou dos eixos, da minha vida monótona e regrada. Você me mostrou um jeito novo de viver e pensar. Com você, tive momentos únicos, daqueles que a gente numera página e grampeia para lembrar-se de cada ocasião vivida.

Queria que você soubesse que eu não me permiti carregar as coisas ruins, só levo os momentos bons. Porque vivi o rolinho-primavera mais bonito da minha vida. E não adianta eu te culpar por ter o sorriso mais lindo do mundo, o olhar mais penetrante ou a voz mais sexy, eu te conheci assim e vai ser assim que eu vou me lembrar de você todas as vezes que a saudade bater.

Meu coração nunca antes soube tanto e, por isso, queria te lembrar daquela conversa, na qual te disse um pouco sobre a minha forma de ver o amor. Então repito: Eu te amo e sempre vou te amar. Já falei e insisto, não é feito vapor ou dia e noite, não se parece nem um pouco com os anos ligeiros, não é feito a vida ligeira, amor é para a vida inteira. 

Contagem regressiva

Contei os minutos, ensaiei minha fala e estou usando o meu salto favorito. Hoje tem.

Vesti a segurança e a prendi no meu sutiã que é pra ela não fugir, quando ele ousar falar baixinho no meu ouvido – meu ponto fraco. Hoje tem. Andei pela casa, sussurrei aos quatro cantos do meu quarto, sucumbindo o errado, me virei do avesso procurando por motivos pra desistir e… Nada.

São 23h55, cinqüenta e cinco, longos, minutos de atraso. Hoje não tem. Tirei o salto e com ele se foi toda aquela segurança que cabia em mim. Não vou ligar, não vou mandar mensagem, acabou… Aquele filho da puta está pensando que é quem? 00h15, meus olhos quase não se aguentavam de tanto inquietação. Prontos pra mais uma noite de idéias perdidas.

Não dá pra acreditar na falta de compromisso que aquele puto tem – nesses momentos meu vocabulário vai lá embaixo. Não avisa, não dá satisfações. Vive em um mundo que é só dele e, caralho, quando ele vai entender que eu não curto esse negócio de mistério?

“O carro quebrou, a bateria acabou, o transito ferrou e o interfone, ah meu amor, o interfone não funcionou.” – Canta, às 2h02. DUAS E DOIS DA MADRUGADA. Hoje, definitivamente, não tem.

A minha cama está bagunçada e o meu cabelo, vixi, nem se fala. E ele, impecável, cabelo arrumado, camisa pólo vermelha – pra mim é tipo: camisa, fatal, sexy, pólo vermelha. Cheiro de homem-menino, cheiro de quem vive independente e quer mostrar pro mundo o quanto é vivido e límpido.

Me abraça, me beija e em cinco minutos me perco nos delírios de sábado a noite, ou melhor, da madrugada de domingo. Meu subconsciente aflora: Hoje tem. Faço um coque, de propósito. Já disse o quanto é mágico quando estamos juntos? É tipo tampa da minha panela. Tudo bem, que é um pouco amassada e cheia de erros que eu, se estivesse sã, jamais aceitaria. Mas mesmo assim é minha tampa, meu encaixe (em todos os sentidos).

Olha pra mim como se quisesse falar algo… Fala, fala, fala! Hoje tem. Sempre assim, fica mudo, esconde os sentimentos em uma caixa e enfia no… No lugar menos acessível do mundo… Seu coração.

Me vira de ponta cabeça, me grita, me sufoca e vai embora… E volta, e vai, e vem, e vai de novo. Me sufoca. Queria, ao menos uma vez, saber o que se passa na sua cabeça. Saber o que aconteceu e o que te fez pensar dessa forma tão fria e calculável. Às 18h eu vou fazer isso, às 22h eu faço aquilo e às 23h… O que eu ia fazer mesmo? Esqueci. Hoje tem.

Hoje tem, hoje tem, hoje tem… Uma Beatriz nova, sem você. Subtrair o que me atrasa. Hoje tem, vou acabar com isso e seja lá o que for pra ser, será. Está decidido.

Mas ele está usando aquela camisa pólo de novo e… Deixa pra amanhã. Pronto, amanhã tem.

 

B.

Auto-piedade desgraça, seja bem-vinda!

24/10 – 18h39 *Acabou*

Durante muito tempo acreditei que isso poderia dar certo. Meus pés nunca estiveram em outro lugar, a não ser à frente. Dediquei-me a fundo, como jamais havia feito por outro alguém. Fui amiga-mulher, fui tudo o que você queria e mais um pouco. Meus olhos nunca se desviaram. Pertenciam-te, assim como todo o meu corpo e tudo que há dentro e fora. Estávamos na mesma sintonia. Dançávamos conforme a música e eu… Era tão feliz, tão realizada e CEGA. Quando foi que eu continuei e você empacou? Quando foi que os teus pés se desgrudaram dos meus?

E eis que surge aquele ciclo, filho da puta, “são todos iguais”.

Esse tipo de homem, com “h” minúsculo não pode ter certeza que você está na dele, que pisa. Sabe por que? Porque homem com “h” minúsculo tem um relacionamento de merda e acha que os outros vão ser todos trágicos  Pega trauminha, sabe? Vira mulherzinha. rs. Fica cheio de medos e diz “não quero namorar agora, blá blá blá”, mas no fundo quer dizer “não quero sofrer, blá blá bá”.

A questão, é que o homem-mulherzinha, VOCÊ, vai deixar escapar muitas oportunidades bacanas, por medo. Vai perder alguém que realmente te ama, por ter sofrido com vagabundas de meia tigela ou ciumentas possessivas. Vai virar um puto da night e acabar dormindo sozinho no domingo. É. É isso que você quer? Ok.

 

Ok, já entendi.

B.

”(…) Dream of ways to throw it all away.”

Andando em círculos

Por favor, diga-me que tudo isso não foi em vão? Que o que passou ficou pra trás, guardados, sucumbidos dentro daquelas falsas promessas. Promessas feitas em noites de amor, ah, como elas me fazem falta. Olhar pra trás, ver o quanto tudo mudou, esfriou. Olhar e perceber o quão o simples me fazia bem. Bobagem, olho pro lado e o que restou? Ódio? Não, talvez seja um ódiozinho mal-acabado, daqueles que somem quando os teus olhos se encontram nos meus. Talvez seja uma revolta comigo mesma, uma vontade quase insuportável de explodir com você, de gritar os teus defeitos e o quanto eles me irritam. Mas aí, os 3 minutos passam e a lucidez me invade. Será que vale a pena largar tudo pra… hm… estar com você? Será que não existem oportunidades melhores? Será que é isso? Só isso que você tem a me oferecer? Nada mais? Nem um “estamos, quem sabe, em um namoro”. Paro, reflito, preciso de mais. Preciso de uma certeza que, talvez, você não possa me oferecer. Volto a dizer, longe de todos você é impecável, longe dos olhos que tudo vê, você é luz, é razão, paixão e, arrisco a dizer, você é amor. Ardente e paciente, chego a esquecer de todos aqueles motivos que me fizeram chegar aqui. Ferida e, porque não dizer, largada. Em um mundo aonde encontrar o amor é luxo me pergunto o porquê de tanta procura, sendo que, na maioria das vezes, ele vem carregado de falsas promessas em embalagens de 1,99.

 Não que você seja um desses, longe disso, você é o oposto, mas insiste em vestir a camisa, número 10, do time namorar-não-é-comigo. Atacante, faz mil gols, mas esquece que fama de jogador é passageira e o que fica, são as marcas de uma vida corriqueira.

B.

19:19

Vulgar, inquieto e espaçoso…

Vulgar na forma de menino-homem, conquistador barato de olhar fascinante e boca irresistível. Vulgar na forma que me observa dançar, no jeito doce e, irritantemente, atraente de falar ao pé do ouvido… Me prende, me alucina.

Perda dos sentidos e da razão, chegada do amor e da paixão.

Inquieto no sentido desfigurado da “coisa”, esculachado, vive pra si mesmo, preso em um mundo, que até então, era só dele. Inquieto porque não descansa enquanto não decifra a página da minha vida que, propositadamente, deixei em branco.

(Em branco, pra você colorir com os teus passos abertos e firmes, que se encontram nos meus dois pés esquerdos)

E por fim, espaçoso…
Espaçoso na cama, na vida e em tudo-que-tem-direito. Vive pra provar á si mesmo o quanto é talentoso, incrível e único.

Um dia, ainda, te faço perceber… Quando digo que tirei a sorte grande, eu não minto, grito ao mundo inteiro o quanto és especial… E meu.

Enquanto isso, continue a me observar. Cê sabe… Como toda leonina, não dispenso atenção.

B.