Sobre o silêncio
Chega a ser agonizante essa falta de você. Falta de notícia, falta de nós. Mas eu não me curvo. Pelo contrário, empino o nariz e não deixo sequer escorrer uma misera lágrima. Deixo, apenas, o meu orgulho de lado para lhe escrever este texto – como se os outros tantos não fossem, em parte, dedicados a você. Não penso mais em te reconquistar e aos poucos os meus devaneios se tornam incomuns e a minha vida volta a me pertencer. Porém, hoje acordei com aquela vontade de te ligar e marcar aquele rolêzinho de sempre: você falando mal do trabalho, eu comentando sobre as novidades do meu. Você rindo, rindo a cada segundo pra mim, comigo. E eu sorrindo ao contemplar os teus traços que defini como meus. Momentos que não sei como apagar da minha memória. Chega a ser irritante te ver em tudo. Chega a ser revoltante essa necessidade de te ter. E quando a calmaria me invade, você reaparece, cheio de si, cheio de desejos escondidos. Com daquele “a gente da um jeito”. E por segundos acredito. Mas, ouça, dessa vez vai ser diferente. Nós estamos diferentes. Então, não me venha com meio-termo, muito menos com Domingos nublados. Eu quero calor de 40º graus. Sorrisos debochados. Carnaval. Quero festa no meu apê… com você .
B.
January 30th, 2013.


